Segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

  

(Juvenilia)

Confissão
(em forma de devaneio parnasiano)

 

Na quietude fresca das manhãs

Que suaves reflectem o Sol

Colhi doces maças −

Peixe que ferra o anzol.

 

Flanei depois alucinado

Pelas áleas do pomar

Da tua ausência contristado

Imaginando-te ao luar.

 

O fruto está maduro −

Verde porém se revela o amor:

Discernimento de imaturo

Que se entrega sem pudor.

……………………………………………
……………………………………………

 

(Mas no recôndito lugar

À sombra das azáleas

Em que desolado assisti

Ao firme ardor definhar

Estimei em segredo um reencontro

Pelo ar, por terra, ou pelo mar.)

 

pmramires

despesadiaria às 21:16
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