Domingo, 14 de Setembro de 2014

 

Uma luz pálida entra pela janela e cobre parcialmente o teu corpo imóvel, imitando a realidade lá fora. Eu contemplo-te como um imperador, sentado numa direcção propícia, tentando nada fazer que perturbe a espontaneidade da natureza.

 

(O amor não é uma democracia - não é um parlamento a dois, e nos nossos sonhos apenas conseguimos ser monarcas ou anarcas. A raiz primordial da consciência não joga à política e não conhece a lealdade.)

 

No oceano profundo da noite  

onde a lua mergulha cheia

uma baleia na areia

 

Na mitologia e folclore orientais, apenas por intermédio especial e indirecto das crianças se conseguem domar as criaturas caóticas ambivalentes surgidas do colapso da ordem civilizacional. Ou pelo menos, foi isto que ouvi dizer.

Já é segunda-feira outra vez e volto a deitar-me ao teu lado.

 

gatwor

despesadiaria às 23:52
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