Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

 

Tenho algumas dificuldades em escrever o que quer que seja neste dia em particular. Quarta-feira, dia 1 de Outubro de 2014: que merda de dia de merda. Comecei logo por acordar mal disposto, devido certamente a determinadas condições gastro-cósmicas desfavoráveis. Saí atrasado de casa (e desconfio que o fiambre do pequeno-almoço estava estragado), apanhei um trânsito desgraçado, e, para piorar, já não arranjei estacionamento. Fui obrigado a deixar o carro na rua, mas não tinha trocos para o parquímetro. Já lá deve estar o Agente Venâncio, todo ufano, a passar a merda do papelinho, colocando-o, de seguida, no pára-brisas, onde toda a gente poderá ver a merda de incumpridor que eu sou (ver os gajos que me lixam o carro todo ao estacionar, isso é que está quieto). Pode ser que uma gaivota o leve, à merda do aviso.

Aqui no escritório o cabrão do telefone não pára de tocar, o FAX guincha que nem um porco a ser degolado, a Fátima ri-se como uma hiena, e, no andar de cima, o martelo pneumático martela que nem um desvairado há mais de uma semana. Ainda gostaria de saber que merda de obra andam ali a fazer (uma câmara de tortura?).

Felizmente tenho aqui um corta-unhas. Nem imaginam como pode ser relaxante cortar as unhas no escritório. Agora que reparo nisso, diga-se, em abono da verdade, que o corta-unhas é um belo objecto. Toda uma evolução metalomecânica para suprir determinada necessidade: o engenho humano no seu esplendor. Já o mesmo não se pode dizer da merda do papel higiénico. No tempo do CERN e do Bosão de Higgs ainda temos de limpar o cu à merda de um pedaço de papel. Enfim, incongruências do género humano. Mas, por falar nisso, até o caralho do papel já se acabou na casa de banho. Só me falta agora apanhar uma caganeira do caralho para o dia ser perfeito.

 

nev

despesadiaria às 12:36
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