Quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

 

tenho de ir. gostava imenso de poder ficar aqui a falar convosco, mas a verdade - se é que existe essa tal coisa a que decidimos chamar de verdade, mas que provavelmente não passa de uma probabilidade estatística socialmente aceite, não mais do que isso, enfim, uma desculpa para a má poesia usar a palavra insofismável, no fundo é isso - mas a verdade, dizia, agora sem complicações, é que tenho que ir. tão simples quanto isso aí. ir, com a vertigem do regresso no horizonte. vou ali. já volto. volta e meia é meia volta mais tontura. vou mesmo, que nem um tonto. onde? ali, já disse (nunca me ouves). vou ali a uma aldeia que é perto de outra aldeia mas longe de tudo. daquelas para lá do fim. vive lá gente, ou melhor, vivem lá gentes. daquelas que não chegam às vezes a ser pessoas. conheço poucas e mal. gosto delas todas e bem. e gostava de ficar aqui a falar convosco, mas a verdade.

 

um tal de joão gaspar

despesadiaria às 13:24
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