Quarta-feira, 7 de Maio de 2014

 

ela confundiu-me com outra pessoa.

 

começar a escrever isto é como entrar numa festa e ter que me apresentar. nunca vou a festas. normalmente as festas são alegres e a alegria é uma coisa que me deixa triste. e estar triste numa festa é uma coisa que me chateia. como não gosto de estar triste nunca fico feliz, para facilitar. uma vez fui a uma festa, em casa do zé merdas. gajo porreiro, o zé merdas. fã de trufas e do truffaut. um gajo porreiro, o zé merdas. um dia destes falo-vos do zé merdas, que é para isso que ele existe - para que dele se fale. zé merdas: a derrota como condição de vida. será este o título da autobiografia imaginária do zé merdas. tem tudo pensado, o zé merdas. relatos amargurados, epitáfios constantes, poesia rasca, recuerdos inventados, referências snobzinhas, prefácio de escritorzeco sofredor da moda, apresentação ao vivo, vinho para dois e putas para todos num hotel decadente, ali à praça de espanha. 

 

um tal de joão gaspar

despesadiaria às 00:40
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