Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2014

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Guardanapo 22

 

No século XI, quando a atracção ocidental pelo patético foi vista pela última vez em terceira pessoa a deambular pelos textos canónicos do Simbolismo Atmosférico, o enxuto catálogo de exemplos que forneceu, separou um dilatável cálculo de probabilidades sem variação daquilo que a fórmula encolhida (trívio) tinha por costume degenerar em mera circunstância biográfica. Da realidade que se propunha imitar, esse origâmi fonético anteposto a futuras encarnações de versos esféricos, cónicos, cúbicos, cilíndricos ou piramidais, esvaziou a tese de que a reprodução de um simulacro por outro subdivide o ridículo em um abecedário cartilaginoso que expele do mundo a necessidade de expedições ao Pólo Norte narrativo. Ao consentir com essa perda de associações, trouxe de um modo evanescente e modesto as maquinações transversais que vinte e cinco mil versos irregulares depois, arribaram em terras portuguesas e, ao dia seguinte, foram embora num impulso semelhante a uma carga de baioneta.

 

Peor

despesadiaria às 02:55
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