Sábado, 21 de Fevereiro de 2015

 

Para quê, pois, então, logo, dizer o que quer que fosse se, não sendo o assunto da minha conta, correria o risco de que ela, a conta, me viesse parar ao regaço. Desce agora a rua, ela, não a conta, a tentar conter as lágrimas, os soluços a tentarem retirar-lhe do corpo a correria. A continuar assim, ainda se esbardalha de encontro a um poste das linhas do trólei. E se dói ir de encontro a um poste das linhas do trólei, embora menos do que a que a leva. Desviou-se. A velha ficou a olhar e agora vai atrás dela, não da conta, que, repito, não é minha, que, por sinal, já me saiu do campo de visão. Às tantas ainda vai ter de aturar a velha e as suas tentativas de ajuda, agora que tanto precisa, não de ajuda, mas de ajudas de custo. Sempre a conta, e fora dela um vazio de sábado à noite.

 

 

E.

despesadiaria às 22:39
|

.Arquivo

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014