Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

 

Tudo isso são pelo menos vinte hectares de nada. Para fazer caminho é preciso subir por qualquer dos montes. Ou por estes ou por aqueles. Mas isso é um cofre que não vou querer abrir. Justamente para estar dispensado, mais tarde, dos cuidados e trabalheiras do retorno. Tenho o braço para fora da Kombi. O gajo de turbante tem na mão um punhado de amendoim. Os dedos grossos como bananas. Leva aquilo ao nariz. Avisa: 75% do que chamamos gosto, é cheiro. A kombi tem 3 buracos de bala na porta do motorista. Alugada por 35 contos o dia. À leste, seguindo em frente (caso os turcos o permitam, naturalmente), vira-se à esquerda rente ao Bósforo e aí estamos. Claro, podíamos desdobrar o mapa sobre os joelhos. Assim nós também teríamos por onde nos perder. Mas não viemos para ver o Castelo de algodão, nem nada dessa Turquia que pertence a um mundo de brinquedos. Bem. Podíamos largar tudo e voltar à Enna. Mas, no fundo, a razão para isso não existe mais. No ano que vem, a uma vida ou duas de distância. Talvez.

 

Peor

despesadiaria às 07:38
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