(...) Quando o mal e a beleza por ele criada se conjugam numa esterilidade excepcional já não há como dissociar o princípio da exclusão do princípio da entrega, dessa mancha vincada que nos afasta do mal unicamente para melhor sucumbirmos a ele. Por isso o mal é mais transparente e apesar disso menos eficaz na loucura e na infância, entre as crianças e os perturbados, entre o mal que se dissipa e o que se economiza. (...)
(...) O mal, considerado desde uma perspectiva puramente formal, é só a ligação entre objectos de modo que um deles ponha à mostra o intervalo e não simplesmente a ligação. Mas só a morte é uma higidez que rompe a evidência inteira pela totalidade mesma dessa evidência. Por isso Hitler não é mau por um mal capaz de situá-lo, é antes a submissão a uma tendência como tendência. Para Hitler, ao lado do conjunto dos nibelungos deve existir o conjunto dos cadáveres, e a este devem afluir não só os indecisos, mas as indecisões. (...)
(...) O mal é o que permite aos homens levar adiante uma vontade, sem que nenhum deles a tenha tido. Mas a base cómica do Mal está em que as oportunidades de um mal concreto diminuem a medida que o desejo de um mal concreto cresce. (...)
Peor