As tropas entregaram-se ao vinho verde e os que ficaram para trás, com as orações e as crianças a cargo, converteram-se ao desleixo do agnosticismo. É isto o que sobra da guerra para endireitar o que está torto: expediente: campos de batalha onde já não se veem, sequer, os escombros fumegantes que outrora serviram de segundo plano às sélfis para memória futura. Digamos e escrevamos que acabou. O torto continua torto e torto morrerá. O que falta é a assunção, a carruagem de comboio no meio do bosque e a caneta para assinar a papelada.
Postbellum é sinónimo de antebellum: a guerra para torcer o que está direito em breve trará uma nova poeira para preencher as rugas de expressão, um renovado desespero capaz de anular o dia-a-dia, o nascimento de uma urgência que desculpe o consumo da(s) noite(s). A máquina, auditada e certificada (ISO 9001:2008), está a postos para este ou qualquer outro conflito. E os territórios estão desde sempre marcados com a urina de sucessivas gerações de sonhadores. Não há razões para continuar a adiar a substituição do odor a amoníaco pelo cheiro a carne queimada. Só espero, em ambos os sentidos, que comece a tempo de me salvar das obrigações que fui contraindo como doenças que não consigo curar.
E.