idílios e pequenos delitos, Azul, LI
Em Vilnius ouviu-se um português dizer: “Não vim aqui para fazer amigos, eu vim aqui para foder, ó primaço!”. Montaigne não diria melhor. Simpatizei logo com esta personagem de cujas aventuras só ouvi relatos. Por essa maré, aqui não se relatavam aventuras; consegui passar dois lemurianos anos submerso no momentoso remanso da internet. Fodas, ó Calíope digital, nem vê-las, amigos tão-pouco. Pergunto: o que é que eu andava aqui a fazer?
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